DAR E RECEBER

A arte de dar e receber feedback

MARIANA PARENTE/ESPECIAL PARA O POVO
Miciane Serpa aprendeu a ouvir e melhorar depois dos feedbacks

Insegura na hora de tomar decisões. Esta foi a avaliação que Miciane Serpa, 29, recebeu do seu gerente geral há dois anos. Mas o que estava sendo entrave para a sua carreira foi também um divisor de águas.

“No início, foi aquele impacto, mas a forma que ele falou me fez entender que mudar aquele comportamento era importante para o meu crescimento, me autoanalisei e vi que precisava mudar para desenvolver um bom trabalho”.

O esforço não foi em vão. Hoje, Miciane, que começou como operadora de vendas e depois encarregada de loja, ocupa o cargo de gerente adjunta de loja e lidera uma equipe de 128 pessoas. E para exercer a atual função a segurança na tomada de decisão que foi apontada lá atrás é fundamental.

“Sinto que me preparei para estar aqui, mas isso só foi possível porque os feedbacks que recebi e ainda recebo e que são uma prática dentro da empresa me ajudam a ter um direcionamento melhor das minhas atividades. Ajudam a ver o que posso fazer de diferente na loja”.

Ter um diálogo aberto com a equipe é fundamental para conseguir bons resultados. Parece óbvio? E é, mas saber dar e ouvir feedbacks é uma das práticas mais difíceis de serem executadas dentro de uma organização seja porque, em muitas empresas, isso está muito associado a um sentido pejorativo de crítica, de ameaça, o que gera um clima de tensão para quem dá e quem recebe, ou porque o hábito de dar retorno é atropelado pelas demais ações do dia-a-dia. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)