CINE CEARÁ

Produção argentina sai vencedora na noite de premiações do Cine Ceará

A 27ª edição do festival cearense agraciou o filme argentino Ninguém Está Olhando como o melhor longa da competição. O diretor do evento, Wolney Oliveira, destaca fundo político que marcou o festival

ROGÉRIO RESENDE/DIVULGAÇÃO
Vencedores do 27º Cine Ceará posam com seus troféus na cerimônia de encerramento do festival. Cinco dos sete longas da competição saíram premiados

Tendo como palco o Cineteatro São Luiz, cinco dos sete filmes em competição na 27ª edição do Cine Ceará — Festival Ibero-Americano de Cinema saíram vencedores da cerimônia de encerramento do evento, que ocorreu na noite de ontem, 11. Estabelecido como um dos principais festivais de cinema do País, o evento, que começou no último sábado, 5, trouxe filmes inéditos e premiados na mostra competitiva de longas, além de curtas de sete estados brasileiros, exibições especiais, seminário sobre políticas do audiovisual e diversas programações paralelas.

O prêmio principal foi para o argentino Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff, que recebeu o Troféu Mucuripe nas categorias de Melhor Longa, Melhor Montagem e Melhor Ator, além do prêmio da crítica.

O júri de longas deste ano — formado pelo jornalista chileno Ernesto Garratt Viñes, a produtora e diretora costa-riquenha Isabel Martínez, o professor peruano Luis Peirano, a professora brasileira Maria Dora Mourão e o engenheiro de som venezuelano Victor Luckert Barela — destacou ainda a produção de Cuba, que contou com dois representantes no festival. Cada um deles saiu vencedor em duas categorias. Para conferir a lista completa de vencedores, veja o quadro e também o conteúdo multimídia.

Balanço

Para Wolney Oliveira, diretor e idealizador do Cine Ceará, o saldo da 27ª edição do festival é positivo. O diretor destaca, em especial, o fundo político que marcou o evento. “O Cine Ceará é o único evento de audiovisual do Brasil que se preocupa com a questão política setorial do audiovisual. Trazer recursos para as regiões fora do eixo sempre foi a nossa luta”, defendeu.


Nesse sentido, a realização do I Seminário CONNE, que discutiu a descentralização de recursos audiovisuais para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, segundo Wolney, cumpriu seu papel. “Na abertura do seminário, contamos com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que anunciou R$ 94 milhões para serem gastos ainda nesse ano no audiovisual dessas regiões”, destacou. “Foi uma grande vitória. Para a situação política e econômica do País, nós estamos no lucro”. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)



PRÊMIOS


Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem:

Troféu Mucuripe


Melhor Longa-metragem – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff

Melhor Direção – Últimos dias em Havana – Fernando Pérez

Melhor Fotografia – Últimos dias em Havana – Raúl Pérez Ureta

Melhor Montagem – Ninguém está olhando – Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri.

Melhor Roteiro - Santa e Andrés – Carlos Lechuga

Melhor Som – Uma mulher fantástica – Isaac Moreno

Melhor Trilha Sonora – Uma mulher fantástica – Matthew Herbert

Melhor Direção de Arte – Malasartes e o Duelo com a Morte – Tulé Peake

Melhor Ator – Ninguém está olhando – Guillermo Pfening

Melhor Atriz – Santa e Andrés – Lola Amores

Prêmio da Crítica (Abraccine) – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff



Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:

Troféu Mucuripe

Melhor Curta-metragem – Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano

Melhor Direção – Valentina, de Estevão Meneguzzo e André Félix.

Melhor Roteiro – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo.

Melhor Produção Cearense – Caleidoscópio, de Natal Portela

Prêmio da crítica (Abraccine) – Vênus - Filó, a fadinha Lésbica, de Sávio Leite