DEMOCRATIZAÇÃO DO ESPORTE

Instituto Dragão do Mar assumirá Centro de Formação Olímpica

Instituto Dragão do Mar assumirá Centro de Formação Olímpica e desenha modelo de atuação voltado à democratização do esporte

Fabio Lima/O POVO
Sob gestão do Instituto Dragão do Mar, CFO deve servir como centro de excelência para escolas públicas

O Governo do Estado resolveu o impasse em torno do modelo de gestão do Centro de Formação Olímpica (CFO), considerado o principal entrave para o funcionamento pleno do equipamento, inaugurado parcialmente há três anos. O Instituto Dragão do Mar foi escolhido como a Organização Social (OS) responsável pela gestão do complexo esportivo. O anúncio foi feito ontem pelo chefe de gabinete do governador Camilo Santana, Élcio Batista. A expectativa é de que o contrato seja assinado nas próximas semanas, com duração de um ano e possibilidade de renovação a cada 12 meses.

O acordo prevê uma gestão administrativa, subordinada à Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte). “O Dragão do Mar tem uma capacidade técnica indiscutível. Seria um grande ganho para o CFO.

Por enquanto, vamos realizando os eventos, seguindo em parceria com as federações. Mas tudo ainda em fase de discussão. Primeiro temos que resolver a entrega da obra. Estamos quase lá”, pontuou o titular da Sesporte, Euler Barbosa.

“Estamos estudando um nome forte para ficar à frente do Centro. De preferência, alguém que simbolize o esporte e possa nos ajudar a angariar mais recursos e eventos para o CFO”, completou.

O presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Linhares, confirmou ao O POVO o encaminhamento das negociações. “Como já administramos uma rede de escolas para juventude, como o Porto Iracema das Artes, recebemos o convite do Governo do Estado para esse desafio do CFO. Já estamos fazendo um estudo com um levantamento financeiro, com o centro de custos de manutenção de equipamento e de pessoal também, para saber como vamos administrar. Hoje (ontem) entramos com um pedido para que o Governo nos reconheça como OS”.

Linhares ressaltou que já há uma linha definida quanto às pretensões do Centro Olímpico. “O CFO não pode ser um equipamento de elite. Ele será um equipamento de democratização do esporte. Por isso, vai ter um caráter especial voltado para o social. Queremos que ele seja um centro de excelência de esporte para escolas públicas”.

Construído em frente ao Castelão em uma área de 85 mil metros quadrados, o CFO pode abrigar 26 modalidades olímpicas e paralímpicas. Dos grandes equipamentos do complexo, apenas o ginásio (com capacidade para até 20 mil pessoas) vem sendo utilizado com frequência, como palco de shows, partidas de basquete, vôlei, handebol e eventos de luta.

O CFO foi idealizado como legado dos Jogos Olímpicos de 2016, contou com investimento R$ 250,4 milhões para sua construção e opera desde dezembro de 2014. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)


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Modelo de gestão

Organização Social (OS) é a qualificação que o Poder Executivo Estadual dá a uma instituição de fins não-econômicos, que se habilita para executar atividades ou serviços públicos.