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Quanto vale o teste?

Testes no Facebook acessam dados dos usuários que são vendidos para empresas e políticos. É preciso ler antes de autorizar

Divulgação
Quanto vale o teste?

Feito Narciso, o Facebook se rendeu ao teste “Qual seria a sua aparência se você fosse do sexo oposto?”. A partir de uma foto do usuário, o site oferece uma imagem que simula alguém do outro gênero. Outros testes semelhantes existem aos borbotões: “Com que celebridade você se parece”, “Como você vai estar em 30 anos”, “Qual raça de cachorro você seria”. Por trás do entretenimento, há uma indústria que comercializa dados dos internautas.

Nome, gênero, data de nascimento, imagens públicas, lista de amigos, e-mail, publicações e compartilhamentos estão entre as informações que o próprio usuário cede para que o aplicativo devolva o resultado.

Basta uma lida nos Termos de Uso do teste do sexo oposto: “Nós podemos compartilhar informações agregadas dos nossos usuários, após excluir as partes identificáveis, com determinadas empresas que tiverem o interesse em oferecer a você certos conteúdos promocionais que possamos achar relevantes para você”.

E ainda: “Podemos usar o conteúdo enviado por você (incluindo suas fotos e de outras pessoas vinculadas a sua conta no Facebook) para aparecer como parte integral de partes dos serviços que oferecemos (por exemplo, sua foto pode aparecer em alguns quizzes ou games até mesmo para pessoas que você não conheça)”.

Quem está interessado em seus dados? Empresas e políticos que querem direcionar melhor anúncios e obter mais resultados. “Se uma pessoa responde que é casada e tem um filho de um ano, ela é uma potencial compradora de fraldas”, explica Marcial Fernandez, professor de Ciência da Computação da Universidade Estadual do Ceará (Uece). O professor afirma que a técnica é uma “associação de informações diferentes que possibilita melhor definição para futuros clientes”.

Marcial também alerta para o interesse de políticos, sobretudo num ano eleitoral como 2018 no Brasil. Ele cita a influência do Facebook no resultado das eleições dos Estados Unidos em 2016, que deu vitória para o candidato Donald Trump. Especula-se que filtrando as notícias que surgiam no feed dos eleitores, especialistas de marketing foram mais eficientes ao reverter votos a favor do atual presidente norte-americano. Uma espécie de bolha que mostrava aos usuários apenas publicações que refletiam as visões de mundo do então candidato. “A pessoa recebe a informação que ela quer ouvir, não o que o candidato tem a oferecer”, diz Marcial sobre o risco desta manipulação. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)



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