APLICATIVOS

É hora de definir as regras dos aplicativos

À espera de sanção presidencial, o texto que rege a atuação de aplicativos de transporte individual lança às prefeituras a tarefa de regulamentar o serviço. Algo que há muito deveria ter sido desenhado.

Agora, é tempo de fazer as regras. E rápido, de preferência. Uma tarefa que precisa encarar com franqueza os vieses políticos e econômicos em jogo, mas necessita, acima de tudo, ter a consciência do impacto sobre a população. Por isso, o debate não pode se ater a taxistas x motoristas da Uber/99/Cabify. A gestão municipal não pode se comportar como se essa fosse uma disputa entre reivindicações de categorias.

A regulamentação dos serviços de transporte individual por aplicativo trata essencialmente sobre alternativas para a mobilidade urbana. Por isso, precisa ser estudada e implementada como uma ação para a Cidade, estabelecendo regras que enxerguem também as diferenças entre os serviços de táxi e os de Uber, evitando o retrocesso de querer colocar sistemas diferentes sob um mesmo enquadramento.

Preço, qualidade do serviço, agilidade, disponibilidade, segurança e eventuais problemas decorrentes das falhas de fiscalização são alguns dos quesitos que vão pesar na escolha do usuário por uma ou outra forma de transporte urbano.

A questão é em que ponto aqueles que vão integrar as discussões sobre a regulamentação de Uber e afins vão, além de pensar em gestão, se colocar na condição dos cidadãos que precisam se locomover na Cidade.

Ana Flávia Gomes