BOLSONARO

Tasso "vive de coronelismo", rebate Jair Bolsonaro

Ao mesmo tempo em que afirma não ter problema com Tasso, o militar diz que não há interesse em aproximação. Ele teceu ainda elogios a Wagner e admitiu possibilidade de conversar para compor palanque no Ceará

Assim Jair Bolsonaro entende o veto do senador Tasso Jereissati (PSDB) à sua presença no palanque de Capitão Wagner (PR) — caso se concretize candidatura ao Governo do Estado: “é o coronelismo de Tasso”, conforme afirmou ao O POVO.

Apesar de negar ter “algum problema” com o senador cearense para gerar o veto de palanque, Bolsonaro afirmou que também não tem pretensão de se aproximar de Tasso. “Não me interessa ter contato político com uma pessoa que vive de coronelismo, baseado em esquemas, e até mesmo envolvimento com pessoas com histórico de corrupção”, declarou o presidenciável.

Para o parlamentar carioca, a decisão do senador também evidencia tentativa de manutenção da alternância de poder entre PT e PSDB, sustentada, no Ceará, pelos Ferreira Gomes e Tasso.

“Coronelismo de Ciro Gomes (PDT) e Tasso também. São dois coronéis da política. É patente ver PT e PSDB na política nacional, jogando pingue-pongue o tempo todo”, disse Bolsonaro.

Apesar de admitir ter “pouco contato com Wagner”, Bolsonaro exalta a “vida pregressa” do deputado estadual. Ao agradecer a “aceitação positiva” do seu nome, diz que está “junto” de Capitão Wagner e admite possibilidade de articulação para composição de palanque no Ceará.

“Vamos fazer essa movimentação, o que é muito comum. O Wagner pode ser uma pessoa boa para o Ceará. Claro que ele vai analisar (a candidatura e aliança), tem mais dados e informações que eu na política local, e vai tomar sua posição. O que o capitão daí decidir, o capitão daqui vai aceitar”, garantiu.

Alckmin

Jair Bolsonaro ainda vê como “um tiro no pé” a intenção de Tasso de apoiar nome de Geraldo Alckmin (PSDB) para a candidatura à Presidência da República, por possibilidade de denúncias contra o governador de São Paulo na Operação Lava Jato e envolvimento em escândalos de corrupção.

Ele diz entender a situação de Wagner e avalia que é pelo medo de denúncias que o cearense não quer Alckmin “goela abaixo”.

“A questão da honestidade vai falar muito alto nas eleições. As eleições este ano vão ter pressão enorme das mídias sociais. A melhor alternativa sou eu, ninguém nega isso”, destaca o deputado federal, alvo de denúncias recentes envolvendo aumento no patrimônio pessoal.

Indicação de Wagner

Na última segunda-feira, 9, reunião no gabinete de Tasso Jereissati com lideranças de oposição do Estado definiu o nome de Capitão Wagner como principal para a disputa contra Camilo Santana (PT). Um dia depois, Wagner admitiu ao O POVO que Tasso não aceitou palanque com Bolsonaro.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Tasso Jereissati, mas não houve resposta até o fechamento desta página. A assessoria de Ciro Gomes não quis comentar a acusação. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)