ECONOMIA

Agenda política desagrada mercado

Os principais agentes financeiros do mercado parecem que querem muito mais do que os candidatos à Presidência da República podem oferecer. As reações da bolsa e do dólar ontem indicam insatisfação diante dos discursos neste início de campanha para o segundo turno das eleições.

A alta de 1,24% na moeda norte-americana e a queda de 2,8% no Ibovespa foram interpretadas como uma demonstração da frustração diante das possibilidades de mudanças.Fernando Haddad (PT) mantém as propostas de combate aos juros altos e mudanças profundas nas dimensões econômica, social e política.

Na lista de propostas não estão as medidas liberalizantes defendidas por investidores que negociam no mercado financeiro. Já o candidato Jair Bolsonaro (PSL) decepcionou nas suas declarações sobre reforma da previdência e privatizações.

O fato é que nenhum candidato conseguirá fazer a reforma da previdência de uma só vez. Especialistas já se pronunciaram sobre isso. Diante do quadro recessivo, o País não suportaria mudanças drásticas.


Reformas 1

MANSUETO NA DEFESA DO AJUSTE FISCAL

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, esteve ontem na Faculdade de Direito da UFC, fazendo palestra. No seu discurso foi categórico ao defender o ajuste fiscal. Para ele, o próximo presidente precisa seguir com o ajuste para garantir o crescimento econômico.

"Neste ano o País terá déficit e, em 2019, novamente. Só devemos ter superávit em 2021, se continuarmos com o ajuste fiscal", reforçou. O secretário acrescentou que este ajuste passa, indispensavelmente, pela reforma da previdência, já que o País tem um gasto enorme nessa área. "Daqui a 40 anos, o Brasil será um Japão em termos de envelhecimento da população, mas hoje já temos um gasto muito maior com Previdência do que eles", afirmou.


Comércio

REGRAS PARA ABRIR NO FERIADO

Os comerciantes que pretendem abrir seus estabelecimentos no feriado de amanhã terão que seguir algumas regras. Uma delas consiste em comunicação formal junto ao Sindilojas, como também o encaminhamento da lista de funcionários, e o pagamento de R$ 80 por empregado.

O presidente do Sindilojas, Cid Alves, destaca que as regras foram estabelecidas através de convenção coletiva assinada em setembro. (Neila Fontenele - O Povo)