DADOS DA POLÍCIA FEDERAL

Após decreto de flexibilização, número de registros de armas de fogo cai 10%

Em fevereiro deste ano, foram registradas 3.263 armas no País

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A maioria da população brasileira desaprova o decreto presidencial que flexibilizou, em janeiro último, o acesso à posse de armas de fogo

No mês seguinte à assinatura do decreto presidencial, em janeiro, que flexibilizou as regras à posse de armas de fogo, o número de registro concedidos de armamento no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) da Polícia Federal (PF) diminuiu 10%, em relação a mesmo mês de 2018. Em fevereiro do ano passado, 3.626 foram registradas. Já em fevereiro deste ano, foram 3.263 armas.

Conforme a assessoria nacional da PF, até o fim de fevereiro, 6.474 novas armas entraram em circulação legalmente este ano - uma média de 3.237 por mês, até agora. Em 2018, foram feitos 48.330 novos registros de armas - com média também maior do que a deste ano, de 4.027 ao mês.

O decreto é desaprovado pela maioria da população brasileira, conforme pesquisa CNT MDA, referente a fevereiro e divulgada no início de março. O levantamento aponta que 52,6% da população é contra a facilitação concedida pelo pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Dos entrevistados, 42,9% aprovam a medida e 4,5% não sabem ou não responderam. Entre homens, 55,3% aprovam, mas só 31,6% mulheres são a favor.A faixa etária de 35 a 44 anos é a que mais está a favor da posse de arma (47,6%). E em relação à escolaridade, os entrevistados com nível superior também estão entre a maior parte que aprova (51,9%).

O decreto assinado em janeiro modifica o que passa a ser entendido como "efetiva necessidade" na avaliação à posse de arma, colocando pessoas residentes em áreas urbanas com elevados índices de violência, residente em área urbana e responsáveis por estabelecimentos comerciais como possíveis de pedido de concessão de posse de arma de fogo. O decreto não trata de porte de arma. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)