TELEFONIA MÓVEL

Oi perde mercado para TIM e Vivo em Fortaleza

No Brasil, a Claro terminou 2018 liderando em market share

Arte - O Povo
Oi perde mercado para TIM e Vivo em Fortaleza

A operadora Oi continua liderando o mercado de telefonia em Fortaleza, mas perdeu espaço para a TIM e Vivo no ano passado, de acordo com dados da Teleco - Inteligência em Telecomunicações. De 2017 para 2018, o market share da empresa caiu de 49,3% para 48,2% para os telefones celulares com DDD 85. Já a TIM foi 26,3% para 27%, enquanto a fatia da Vivo subiu de 6,6% para 7,2%. Na Capital, foram consideradas 5,32 milhões de linhas móveis.

No Brasil, a Claro terminou 2018 liderando em market share em quatro (Rio de Janeiro, Campinas-SP, Goiânia e Brasília) das 12 maiores áreas de registro (DDD) do celular no Brasil. A Vivo (São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre) e a Oi (Recife, Fortaleza e Salvador) fecharam o ano em três. Já a TIM liderou em duas cidades (Belém e Curitiba).

Em relação ao cenário da telefonia móvel em Fortaleza, o economista Vitor Leitão diz que o resultado pode ser explicado pela maior concorrência entre operadoras que, há alguns anos, não tinham grande participação no mercado local e passaram a investir na área de cobertura.

"No Ceará, por exemplo, a Vivo, que tinha uma cobertura muito pequena, cresceu bastante no investimento e está chegando a um número cada vez maior de municípios. Há uma interiorização da cobertura, embora as outras operadoras, como a Oi, continuem investindo em cobertura", analisa.

Segundo ele, preço ainda faz grande diferença na hora de o consumidor escolher determinada operadora, apesar de a qualidade do serviço oferecido tenha seja fundamental. Com a portabilidade numérica (possibilidade de o usuário mudar de empresa sem trocar o número de celular), tem sido cada vez maior a migração de clientes de uma operadora para outra.

Em 2018, por exemplo, 96.047 pessoas fizeram a portabilidade no Estado, alta de 21,3% em relação ao ano anterior (75.874), segundo a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom). "Hoje, os consumidores preferem não trocar de número pelo risco de perder todos os contatos. Por isso, a possibilidade de manter o mesmo número influência bastante para evitar transtornos", afirma. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)