OPERADORAS

Total de portabilidades telefônicas cai 9,5% no Ceará no primeiro trimestre

Desde 2008, quando a lei que permite a troca de operadora sem mudança de número começou a valer, o Brasil registrou 49,5 milhões de processos

Camila de Almeida/O POVO
A portabilidade permite que o usuário mude de operadora, mas permaneça com o mesmo número

O Ceará registrou 35 mil solicitações de portabilidade telefônica no primeiro trimestre deste ano. O número representa uma diminuição de 9,51% quando comparado com os últimos três meses de 2018, quando as transferências chegaram a 39,4 mil. Os dados são da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), entidade administradora escolhida pelas prestadoras de serviço para contabilizar portabilidade numérica no Brasil.

De janeiro a março de 2019, no Estado, os telefones móveis foram os que mais registraram mudanças com 28,4 mil operações, 80% do total. Já os telefones fixos responderam por 7,16 mil (20%) das transferências. A redução é resultado da diminuição de 33,76% da demanda de telefones fixos, que somaram 10,81 mil no último trimestre de 2018. Ainda assim, o número no primeiro trimestre de 2019 fica 25% acima dos índices registrados em igual período do ano passado no Ceará.

Já no Brasil, de janeiro a março de 2019, a ABR Telecom registou 2,02 milhões de trocas de operadoras. Nesses três meses, 339,14 mil (17%) migrações foram feitas por usuários de terminais fixos e, a maior parte, 1,68 milhão (83%) demandadas por titulares de telefones móveis. Comparado com o quarto trimestre de 2018 (outubro a dezembro), o número total teve aumento de 8,42%. Nesse período, 1,85 milhão de portabilidades numéricas foram concluídas. Telefones móveis foram o que mais tiveram solicitações com 1,50 milhão (81%). Telefones fixos respondem por 356 mil (19%).

O professor do Departamento de Telemática do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Edson Almeida, diz que esse volume de operações é resultado da facilidade do consumidor em fazer a mudança de operadora e mesmo assim permanecer com o mesmo número. Ele afirma que a portabilidade é uma conquista para os usuários, que podem migrar de acordo com a qualidade do serviço. Além disso, o surgimento e a popularização de aplicativos de mensagens vinculados ao número, e não à operadora, foram fundamentais pela preferência da opção.

Desde 2008, quando a Lei da Portabilidade foi instaurada, mais de 860 mil trocas de telefonia foram realizadas no Ceará, até março de 2019. No mesmo período, o Brasil registrou 49,5 milhões de processos de portabilidade.

Para atrair consumidores e evitar prejuízos, as empresas têm investido em novas tecnologias para baratear seus custos e promover mais qualidade nos serviços, explica Almeida. Ele destaca ainda que a competitividade das operadoras é uma tendência que vai continuar, especialmente, porque o cliente está mais volátil e exigente.

Daniele Oliveira, 34, é uma das consumidoras cearenses que realizaram portabilidade. Ela trabalha com eventos e a operadora não oferecia a quantidade de benefícios que ela precisava. A comodidade de fazer a mudança agradou. “Eu não precisei fazer alterações para as pessoas que já tinham meu número, não tive que decorar um número novo ou mudar a caixa de correio de voicemail. Ficou o mesmo número com uma qualidade melhor”, elogia.

Serviço

O serviço de portabilidade é gratuito e deve ser realizado na operadora para a qual o consumidor deseja transferir os dados. Para realizar a transferência, o usuário deve estar portando o RG, informar endereço completo e o nome da operadora que está deixando, além de comprovar a titularidade da linha. Pessoas jurídicas ainda devem apresentar o número do registro no cadastro do Ministério da Fazenda.

O prazo de conclusão do procedimento é de três dias após o início da solicitação. Caso deseje cancelar a transferência, o consumidor tem até dois dias úteis para informar a suspensão. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)