ECONOMIA

Alívio ao bolso Economia em primeiro lugar

Consumidora cearense conta como conheceu a modalidade e as estratégias que utiliza para gastar bem o crédito que ganha na compra de diversos produtos

Julio Caesar - O Povo
A universitária Júlia Saldanha aproveita as vantagens do cashback desde 2016

O universo do cashback faz parte dos hábitos de consumo da universitária Júlia Saldanha, 22, desde 2016. A cearense conheceu a possibilidade de retorno do dinheiro investido a partir de uma amiga que adquiriu um notebook via cashback e conseguiu receber 8% do valor de volta. "Comparando com outras empresas, estava saindo mais barato", lembra.

A experiência trouxe a possibilidade de incorporar a prática e aliviar o bolso na hora de consumir. Celular, livros, cosméticos e itens de perfumaria estão entre os artigos adquiridos por ela usando apps do tipo. Para garantir que a compra valha a pena, ela costuma aguardar os momentos em que a porcentagem de reembolso esteja alta.

"Basicamente, ele (aplicativo) me redireciona para sites com parceria de cashback e eu procuro, geralmente, as empresas com cashback alto", conta. Esse comportamento garante a Júlia uma economia financeira principalmente quando a estudante busca agradar amigos e familiares. "Eu costumo comprar vários presentes de uma vez para ir presenteando as pessoas pelos aniversários. Eu sou a louca dos livros de presente", brinca.

Júlia afirma que há períodos de promoção, como a Black Friday, em que os costumeiros descontos se tornam ainda mais atraentes. No ano passado, ela aproveitou a data para comprar os presentes de Natal da família em uma rede internacional de perfumaria que ofertava 35% de cashback à época, o que rendeu cerca de R$ 300 de retorno. "É maravilhoso. Hidratante que geralmente na loja é R$ 90, eu paguei R$ 16. É incrível".

Outro caso interessante aconteceu quando ela comprou um celular de presente para o pai. A estudante recebeu 12% do valor de volta, algo em torno de R$ 70. Mas houve um problema com o vendedor cadastrado na loja online, que prontamente reembolsou a Júlia com o valor integral anteriormente pago. "Eu fiquei com o celular, com o valor que eu paguei e mais R$ 70 que o aplicativo de cashback me deu. Basicamente, eles pagaram R$ 70 para me dar um celular. Eu não tenho realmente nada para reclamar sobre isso", avalia.

Para não cair em tentação e perder o controle com os gastos, Júlia diz que procura equilibrar as compras com o limite disponível no cartão de crédito. Ainda assim, ela considera que os avisos de alto cashback que chegam no celular são sedutores. "Quando o sistema de recompensa é bom, o impulso sempre volta, sabe? Você nem sempre precisa, mas a notificação é tentadora".  (O Povo - é parceiro de oxereta.com)