INTERIOR DO ESTADO

Sine/IDT fechará 14 unidades de atendimento no Ceará nesta terça-feira

Órgão informa que "reestruturação" acontece devido às mudanças realizadas pelos governos federal e estadual

Um dos principais pontos de apoio para quem busca a (re)colocação no mercado de trabalho, o Sistema Nacional de Emprego (Sine), do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), anunciou o fechamento de 14 unidades de atendimento no interior do Ceará. A chamada "reestruturação" do órgão entrará em vigor na próxima terça-feira, 21, e os municípios afetados passarão a ter serviços exclusivos pela internet.

Terão o funcionamento encerrado as agências das seguintes cidades: Barbalha, Baturité, Camocim, Canindé, Cascavel, Crato, Maranguape, Morada Nova, Pacajus, Pacatuba, Quixeramobim, Russas, Tauá e Ubajara.

Presidente do IDT, Gilvan Mendes diz que essa ação está "em consonância" com as mudanças realizadas pelos Governos Federal e Estadual, "que têm investido na virtualização dos serviços e reduzido o atendimento em postos". "O Sine/IDT estará reduzindo o atendimento presencial para otimizar sistemas que possibilitem o acesso web", declara.

Mestre em Economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Ricardo Coimbra lamenta o fechamento das agências e diz que este é um momento "complicado" para desestruturar um dos principais mecanismos de reinserção no mercado de trabalho. "O que se espera é que o Governo do Estado e as prefeituras busquem formas para suprir essa necessidade ou gerem meios para que desempregados continuem utilizando o sistema online", declara, apontando a necessidade dessa política pública com foco nas pessoas "menos favorecidas".

O IDT está ligado à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet). O POVO questionou a pasta sobre se haverá apoio aos desempregados nos municípios atingidos e se os trabalhadores das agências fechadas serão remanejados ou demitidos. A resposta foi que tal demanda estaria a cargo do IDT, que até o fechamento desta edição não respondeu.

Hoje, o cenário no Ceará é que na passagem do quarto trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego teve queda, saindo da casa de 12,8% e atingindo os 11,4% - diferentemente da média nacional que subiu de 11,6% para 12,7%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a PNAD Contínua TIC, divulgada em dezembro, apontou que 25,1% dos domicílios brasileiros não utilizavam internet. Entre os fatores apontados por esse público estão: custo elevado do serviço (28,7%); falta de conhecimento para o uso (22%); indisponibilidade do serviço na área residente (7,5%); e custo do equipamento eletrônico para o acesso (3,7%). (O Povo - é parceiro de oxereta.com)