PARCERIA

Força-tarefa para impulsionar o comércio do Nordeste

Parceria entre BNB e CNC

Mauri Melo - O Povo
Romildo Rolim, José Roberto Tadros e Luiz Gastão Bitencourt na assinatura de parceria entre o BNB e a CNC

Diante de um processo de retomada do comércio ainda tímido, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o sistema Fecomércio e o Banco do Nordeste (BNB) firmaram uma espécie de força-tarefa para facilitar o acesso ao crédito e a capacitação pelos empresários do setor na Região. Dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de março, mostram que o setor vem crescendo a uma média de 0,3%, o Ceará um pouco melhor (0,9%).

O acordo de cooperação foi assinado durante a abertura do Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, ontem, no Centro de Eventos do Ceará.

O presidente do BNB, Romildo Rolim, explica que, em 2018, a instituição bateu recorde de aplicação dos recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), com mais de R$ 32 bilhões. Somente as operações voltadas ao setor somaram R$ 5,8 bilhões. Neste mês, o banco também reduziu os juros do FNE capital de giro de 0,49% ao mês para 0,46% ao mês.

O vice-presidente da CNC, Luiz Gastão, explica que uma das preocupações é também fazer a orientação da melhor forma de utilização do crédito. Por isso, serão realizados encontros e rodadas de capacitação em cada um dos estados.

A ideia é que os braços da Fecomércio nos estados, como Senac e Sesc, e os Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento, também sejam usados em estratégias comuns para acelerar o crescimento, explica o presidente da Fecomércio Ceará, Maurício Filizola. "O Ceará tem, por exemplo, o IPDC que faz pesquisas relacionadas ao mercado, comércio, humor do consumidor. Fechamos parcerias também para produzir pesquisas interessantes para o mercado da região como um todo para, com base em dados, nortear as tomadas de decisão dos sindicatos, da Federação e empresários".

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas Fortaleza), Cid Alves, a facilitação do crédito vem como um alento ao setor. "Neste ano, a gente teve algumas melhoras pontuais de faturamento, como o Dia das Mães, mas, de modo geral, a expectativa do início do ano de que teríamos números ascendentes, acabou não acontecendo. Então este convênio vai ajudar, porque se tivermos como financiar estoque, por consequência, vamos conseguir negociações melhores com a indústria e oferecer produtos mais baratos aos clientes".

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que pretende levar este tipo de parceria também para a região Norte, com o Banco de Desenvolvimento da Amazônia (Basa), e assim contribuir para redução das desigualdades competitivas regionais que existem no Brasil.

Norte
Para o presidente da CNC, em consequência de anos de depressão, é preciso que as empresas possam ter oxigênio para empreender e assim fomentar o desenvolvimento econômico de uma região (Norte) que tem mais de 50 milhões de brasileiros.   (O Povo - é parceiro de oxereta.com)