1º TRIMESTRE DO ANO

Valor de passagens cai 19% no Estado

O valor médio pago por passageiros em voos domésticos (yield tarifa aérea médio), nos primeiros três meses do ano, caiu 19% nos aeroportos do Ceará, na comparação com igual período de 2018, ficando entre os três estados brasileiros de menores preços. Entre dezembro e março, a queda foi de 13,8%. Os dados são provenientes do Relatório Tarifas Aéreas Domésticas, divulgado ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

No Ceará, em março, a maioria dos assentos comercializados estavam na faixa entre R$ 100 e R$ 200 (32,9 mil passagens vendidas), de R$ 200 a R$ 300 (30,1 mil) e R$ 300 a R$ 400 (23,6 mil).

Adalberto Febeliano, engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e especialista em Transporte Aéreo, diz que, no geral, as pessoas pagaram menos para viajar pelo País. "Se levar em conta que houve uma pequena inflação do ano passado para cá, deixa essa redução média ainda mais importante".

A média nacional para tarifas domésticas no primeiro trimestre caiu 1,3%, apontou o relatório. O recorte por empresa no primeiro trimestre revela aumento nos valores ofertados por Avianca ( 9,2%) e Latam ( 3,8%), enquanto os preços de Gol e Azul caíram 3,9% e 1,8%, em média, respectivamente, no igual período. Febeliano ressalva que a saída da Avianca do mercado é prejudicial para os passageiros e um aumento de competição na aviação civil nacional é necessário.

Ele cita o caso da abertura da aviação nacional para empresas de capital estrangeiro, como foi o caso da Globalia, primeira estrangeira a obter licença para operar voos domésticos no Brasil. Uma maior abertura deve gerar maior competição e, em consequência, menores preços.

Outros quesitos importantes para definição de preços foram analisados. Segundo o documento da Anac, os gastos com combustíveis correspondem a 30% dos custos e despesas operacionais dos serviços, o que acabam influenciando no preço das passagens.

O valor do litro do querosene de aviação esteve 10,8% mais caro no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). (O Povo - é parceiro de oxereta.com)