SUPERLOTAÇÃO

Hospital de Messejana e Albert Sabin terão projeto para diminuir superlotação

Unidades serão alvo do projeto Lean nas Emergência, do Ministério da Saúde (MS) junto ao Hospital Sírio Libanês. Com a atuação, o Hospital Regional do Cariri teve melhora de 66% na superlotação, segundo o MS

Mauri Melo - O Povo
Fachada do Hospital de Messejana Doutor Carlos Alberto Studart Gomes

O Hospital de Messejana e o Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) serão as próximas unidades de saúde do Ceará a participarem do Projeto Lean nas Emergências. O Estado é destaque do projeto, segundo o Ministério da Saúde (MS), que o desenvolve junto ao Hospital Sírio Libanês. De acordo com o MS, o Hospital Regional do Cariri apresentou melhora de 66% na superlotação, além de diminuir para 24 horas o tempo de espera para cirurgia na área de ortopedia.

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital Geral Dr César Cals também estiveram na lista de unidades cearenses a executarem o projeto. A partir de realocação de recursos, da eliminação dos desperdícios, da avaliação precisa sobre a internação de um paciente, e a melhora no gerenciamento das consultas e do tempo de atendimento, as unidades de saúde que integram o Lean passam a funcionar de maneira mais otimizada, conforme explica Breno Dantas, médico coordenador da emergência no hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Hospital de Messejana). A unidade já havia sido selecionada, em 2018, a fazer parte do projeto.

De acordo com o médico emergencista, são pequenas ações que, somadas, podem dar resultados eficientes. "É rapidez com qualidade. Todos os processos são desenhados e desenvolvidos para que o tempo de permanência seja menor. Com algumas medidas a gente consegue que o paciente tenha uma alta mais precoce", afirma Breno. Segundo ele, as ações contemplam principalmente a emergência, mas com as mudanças, todas as unidades do hospital serão beneficiadas.

Conforme o médico exemplifica, com o gerenciamento do tempo, é possível que haja também um maior fluxo de pacientes no hospital. E com a melhora na gestão, que compreende desde os profissionais de saúde até a equipe de serviços gerais, o hospital reduz o número de leitos desocupados, pois, além do paciente ter uma alta mais rápida, com a otimização dos serviços um outro paciente não precisará aguardar muito tempo para ocupar a vaga. "O hospital deve pensar semelhante; não tem possibilidade de o projeto andar sem o envolvimento de todo mundo", finaliza.

Conforme o MS, a intervenção dura em média seis meses. Após o término desse período, a equipe de controle do projeto acompanha os resultados por mais 12 meses para garantir a manutenção a longo prazo das melhorias introduzidas nas unidades. (O Povo- é parceiro de oxereta.com)