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Novo técnico do Ferroviário, Anderson Batatais ressalta projeto do clube

Apresentado oficialmente, treinador chega com a missão de classificar a equipe para a segunda fase da Série C. "Temos que viver dia a dia"

Lenilson Santos/Ferroviário
Anderson Batatais comandou primeiro treino no Ferroviário nesta terça-feira, 7.

Anunciado como novo treinador do Ferroviário, Anderson Batatais foi oficialmente apresentado nesta quarta-feira, 8, em entrevista coletiva realizada no Elzir Cabral. O comandante chega ao Tubarão da Barra com a missão de classificar a equipe para a segunda fase da Série C.

O treinador assume o Ferrão pela segunda vez em sua carreira. A primeira foi no início de 2020, pelo Campeonato Cearense. Na última vez que comandou o clube Coral, Batatais deixou o comando da equipe cearense para ser auxiliar de Vagner Mancini no Atlético-GO, onde seguiu na função com o técnico até a sua atual equipe, o América-MG.

"Eu acho que a vida é feita de desafios. Eu preciso estar sempre me movimentando para me manter aceso a esses desafios. Eu recebi o telefonema por volta da meia noite do sábado, pensei até domingo de noite, junto da minha esposa. Nós entendemos que agora é o momento de tentar ter o mesmo êxito como treinador, assim como tive sendo auxiliar."

Em 2020, o técnico deixou o Ferroviário entre os primeiros colocados do Campeonato Cearense, com sete vitórias em 10 partidas disputadas. Além de considerar uma oportunidade para se firmar no cargo de treinador, Anderson Batatais também aponta um conjunto de fatores que o convenceram a assumir o Tubarão neste momento da Série C.

"É um conjunto de coisas. Você conhece a direção, os atletas, a torcida. É este conjunto que pesa a favor. Quando eu saí daqui, não foi por causa do lado financeiro, se não, eu não teria voltado agora. O Ferroviário hoje não tem condições de pagar a metade do que eu ganhava (no América-MG). Isso, para mim, é projeto."

Com três rodadas restantes para o fim da primeira fase da Terceirona, o novo comandante coral chega com a missão de classificar a equipe para a fase seguinte. Atualmente na sexta colocação, com 20 pontos, dois a menos que o Volta Redonda-RJ (4º), o Ferrão terá pela frente dois confrontos diretos contra o Paysandu-PA (2º) e o Manaus-AM (1º), ambos com 24 pontos, além do Floresta (8º), na última rodada. O Tubarão, no entanto, vive um momento conturbado na competição: são sete jogos sem vitória, sendo seis empates e uma derrota.

"Temos que viver dia a dia. Precisamos viver o Paysandu com intensidade, trabalhar em cima deste jogo. Se a competição terminasse hoje, estaríamos fora. Precisamos vencer os adversários. Hoje o adversário é o Paysandu. Sei que temos três jogos, mas precisamos planejar o Paysandu. Se não vencermos, fica quase impossível uma classificação. O futebol não dá tempo de planejar muito a frente, se não você cai em um buraco."

A sequência sem vitórias na Série C está ligada a um problema que Francisco Diá, ex-treinador do clube, não conseguiu solucionar. O sistema ofensivo do Ferroviário é o pior entre os 20 times da divisão, com apenas oito gols marcados em 15 rodadas disputadas. Edson Cariús, ídolo coral, foi contratado para elevar o nível do setor, mas ainda não marcou nenhuma vez desde o seu retorno.

"O Cariús é a 'foto' do que está acontecendo. Ele não está bem, assim como o grupo. Por não estar vivendo um bom momento, é por isso que estou aqui. Temos que entender o que está passando na cabeça dele, porque também tem o lado de ser ídolo, de querer dar uma resposta. É preciso entender que só se pode jogar em uma posição, não adianta colocar as 10 camisas e correr, que não vai dar certo. Em uma fase final de classificatória, temos que tentar direcionar todo mundo. Temos que ser equilibrados para ajudar aqueles que podem decidir para nós." (O Povo - é parceiro de oxereta.com)