FORTALEZA (CE)

Inflação em Fortaleza em agosto fecha em 0,43%; a menor do Brasil

O indicador representa metade da média da inflação brasileira no mês (0,87%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 9, pelo IBGE

Thais Mesquita / O POVO
Em agosto, dentre os itens que mais pesaram para inflação em Fortaleza está a alta dos combustíveis (2,46%)

Ainflação em Fortaleza, no mês de agosto, fechou em 0,43%. Junto com Belo Horizonte, foi o menor percentual registrado no País e metade do indicador nacional ( 0,87%). Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram divulgados nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, no entanto, o indicador acumula a terceira maior alta de 6,54%.

Está atrás apenas de Curitiba (7,72%) e Vitória (6,61%). Em relação à média Brasil está 0,87 pontos percentuais acima (5,67%). No comparativo de doze meses, o IPCA em Fortaleza registrou alta de 11,20%.

Ter a menor variação mensal da inflação do País, não significa, no entanto, que houve um alívio significativo no bolso do consumidor. Pelo contrário. Dos dez grupos pesquisados pelo IBGE, apenas dois apresentaram deflação: Saúde e cuidados pessoais (-0,33%) e educação (-0,41%).

A maior alta foi observada no grupo Transportes (1,17%), impulsionado pelos reajustes nos preços dos combustíveis (2,46%). A gasolina vem apresentando reajustes mensais, de janeiro a agosto ela já acumula alta de 27,04%.

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. - disse o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

Já o grupo alimentação e bebidas, o de maior peso na composição da cesta, acumulou alta no mês de 0,51%. Neste grupo, destaque para alimentação no domicílio (0,53%), pressionada principalmente, pela alta nos preços de aves e ovos ( 4,66%), hortaliças e verduras (4,11%), e bebidas e infusões (3,22%).

Por outro lado, a carne, subitem que vinha se destacando na pesquisa em meses anteriores apresentou queda de 2,27%. Já a alimentação fora do domicílio fechou o mês de agosto com variação mensal de 0,46%.

Também apresentaram alta: vestuário (1,04%), habitação (0,08%), artigos de residência (0,82%), despesas pessoais ( 0,60%) e comunicação (0,43%)

Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi de 0,87%, a maior variação para um mês de agosto desde 2000 (1,31%). Embora o indicador seja 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,96% registrada em julho.

No ano, o IPCA acumula alta de 5,67% e, nos últimos 12 meses, de 9,68%, acima dos 8,99% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2020, a variação mensal foi de 0,24%.

Quanto aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas apresentaram variação positiva em agosto. O maior foi registrado em Brasília (1,40%), influenciado pelas altas nos preços da gasolina (7,76%) e da energia elétrica (3,67%).

Entenda o IPCA

Para o cálculo do IPCA de agosto, foram comparados os preços coletados no período de 29 de julho a 27 de agosto de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de junho a 28 de julho de 2021 (base).

Em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail. A partir do início de julho de 2021, o IBGE iniciou a retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos, conforme descrito na Portaria nº 207/2021 da Presidência do IBGE. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)