RELATÓRIO DA CPI

Quero ver quem engavetará mais de 600 mil vidas, diz Aziz sobre relatório da CPI

Presidente da comissão parlamentar de inquérito comentou próximos passos a partir da votação do relatório, marcada para esta terça-feira

AFP
Senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, não acredita que o relatório final dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito possa ser engavetado. Em entrevista à CNN, o parlamentar afirmou que os depoimentos foram assistidos por todo o Brasil. Dessa forma, as provas colhidas não poderão ser taxadas de politicagem.

“Quero ver quem engavetará mais de 600 mil vidas”, disse Aziz. A votação do relatório elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) está marcada para esta terça-feira, 26. Segundo o presidente, o documento já tem votos suficientes para ser aprovado.

“Não creio que membros do MP ou até o PGR peguem o relatório e chamem de politicagem. A CPI não deu em pizza, existem fatos que comprovam a veracidade do relatório. Esse relatório foi assistido pelo Brasil. Não houve uma sessão secreta para ouvir ninguém, todas foram televisionadas. São fatos narrados que é impossível de qualquer pessoa descaracterizar”, continuou o parlamentar.

Segundo o presidente da comissão, outros nomes ainda podem ser incluídos no documento ainda nesta segunda. Ele informa que uma reunião entre os principais membros da CPI está marcada para definição de novos indiciados.

A fiscal do Ministério da Saúde no contrato da Precisa, Regina Celia, Otávio Fakhoury, do site Força Brasil, e o reverendo Amilton de Paula são citados pelo senador como possíveis novos indiciados.

“Eu só quero saber desses novos [nomes] que são sugeridos e três ali têm de ser mesmo [indiciados]. Uma é a Regina Célia, a fiscal do Ministério da Saúde no contrato da Precisa. O outro é aquele cidadão do site Força Brasil [Otávio Fakhoury], que publicava fake news. E o terceiro é o reverendo [Amilton de Paula], que chorou na CPI, e foi ele quem levou o pessoal ao Ministério [da Saúde]. A gente não sabe quem intermediou a ida dele lá, isso não conseguimos tirar dele. Se tiver fatos, vamos indiciar”, disse Aziz na entrevista. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)