REDES SOCIAIS

Temendo punição do Talibã, afegãos apagam registros das redes sociais

Ciente da possiblidade de apropriação, o Facebook já anunciou que banirá, na medida do possível, o conteúdo relacionado ao Taleban de todas as suas plataformas.

OLIVIER DOULIERY / AFP
Nesta ilustração de foto de arquivo, uma tela de smartphone exibe o logotipo do Facebook no fundo de um site do Facebook, em 7 de abril de 2021, em Arlington, Virgínia - o Facebook em 10 de agosto de 2021 disse ter encerrado uma operação de desinformação

Com uma realizade totalmente diferente da encontrada em 2001, última vez que o grupo fundamentalista Taleban governou no Afeganistão, a população do pais agora preocupa-se com a revolução da internet e o perifo que o historico das redes sociais impõe. Isso porque cada vestígio deixado na internet pode ser utilizado pelo Taleban para punir um cidadão do país.

De acordo com o reportagem do site Wired, a população está tentando apagar evidências de suas vidas online para evitar que membros do governo os punam. Porém, alguns cidadãos tentam maneiras de apenas esconder essas informações para que possam utilizá-las para conseguir sair do país.

A polêmica também envolve pessoas que não querem ter o passado descoberto pelos extremistas através de informações continas em aparelhos celulares. O temor é que os extremistas interpretem com indesejados contatos salvos de familiares e conhecidos, ou até mesmo os registros das ligações realizadas.

Segundo a reportagem, o perfil em redes sociais é outro motivo de temor. Mesmo que os usuários apaguem suas próprias contas, fotos ou vídeos em que elas aparecem — voluntariamente ou não — podem ser consideradas transgressões pelo Talibã.

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), braço humanitário norte-americano, por exemplo, estaria enviado um email para membros que vivem no Afeganistão pedindo que fizessem uma espécie de pente-fino em suas redes sociais.

Em outros momentos, o Taleban usou as redes sociais para promover ações polêmicas. Em 2016, os extremistas mataram 12 passageiros de um ônibus após exigir que todos digitalizassem suas impressões digitais em uma máquina de biometria. O grupo colheu dados dos passageiros e verificou um banco de dados para identificar trabalhadores da força de segurança do país, considerada prejudicial ao modo de vida que pregam.

Ciente da possiblidade de apropriação, o Facebook já anunciou que banirá, na medida do possível, o conteúdo relacionado ao Taleban de todas as suas plataformas. De acordo com a empresa, conteúdos postados por usuários extremistas ou que contenham informações do Taleban não serão permitidos no Facebook, Instagram e WhatsApp. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)