"SUPERFUNGO"

Candida Auris: Anvisa confirma novo caso de "superfungo" no Brasil

O diagnóstico do caso aconteceu em um hospital da rede pública de Recife, em Pernambuco

Reprodução/Anvisa
Anvisa confirmou novo caso do superfungo Candida auris

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nessa quarta-feira, 12, o surgimento de mais um caso do fungo Candida auris no Brasil. Mesmo tendo somente um caso confirmado, o órgão de saúde classificou a aparição como surto, uma vez que se trata de um microrganismo novo na epidemiologia do País.

O diagnóstico do caso, que aconteceu em um hospital da rede pública de Recife, em Pernambuco, foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (Lacen/BA), referência na área. A Anvisa ainda informou que há um caso suspeito sendo investigado.

O Candida auris surgiu em 2009, quando infectou uma mulher japonesa de 70 anos e, em seguida, espalhou-se por toda a Ásia. Em 2016, teve seus primeiros registros em países como Estados Unidos, Coreia do Sul, Índia e Inglaterra.

O fungo preocupa, porque vive prioritariamente em espaços hospitalares e tem alta taxa de contaminação em pessoas imunossuprimidas. O Candida auris é altamente resistente a antifúngicos comuns, usados para tratar doenças causadas por outras espécies de Candida, por isso, é apelidado de “superfungo”.

Cuidados

Após a notificação do caso suspeito, a Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco realizou visita técnica ao hospital para orientar as ações de prevenção e controle da infecção. Outra medida da Anvisa foi acionar a força-tarefa nacional, esta tem feito várias ações de vigilância e monitoramento na unidade de saúde.

A Anvisa pediu que os laboratórios de microbiologia acelerem a vigilância laboratorial para a identificação do fungo. O órgão pediu que casos suspeitos ou confirmados de Candida auris sejam comunicados imediatamente à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) e o EpiSUS (Epidemiologia Aplicada aos serviços do Sistema Único de Saúde – SUS) estão investigando os fatores epidemiológicos que contribuíram para o surgimento do fungo. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)