TURISMO NACIONAL

Ceará é o 8º destino mais procurado para viagens nacionais durante a pandemia

Conforme revela o IBGE, 4,2% de todas as viagens feitas em 2021 tiveram como destino o Ceará

FCO. FONTENELE - O POVO
Com gasto médio diário de R$ 216 por pessoa, Ceará foi o oitavo estado mais procurado em 2021 e foi o destino de 4,2% de todas as viagens feitas por brasileiros no ano

O cenário do turismo no Brasil ainda é marcado por impactos intensos da pandemia de Covid-19. Entre 2020 e 2021 houve redução de 10,05% no fluxo de viagens no País. Porém houve estados em destaque, como o Ceará, que foi o 8º destino mais procurado para viagens nacionais durante a pandemia.

As informações foram reveladas nesta quarta-feira, 6 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com o Ministério do Turismo, fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) sobre o turismo e levam em consideração dados dos dois últimos anos. 

Conforme o estudo, das 12,3 milhões de viagens computadas no ano passado, 4,2% tinham como destino o Ceará. 

No ranking geral, a pesquisa destaca São Paulo como o principal destino das viagens domésticas registradas no País, sendo o ponto de chegada de 20,6% de todos os embarques nacionais registrados em 2021.

Na sequência, aparecem Minas Gerais com 11,4% e Bahia com 9,5%, colocando o Ceará como o segundo destino mais procurado no Nordeste. Veja abaixo a lista com os dez principais destinos das viagens feitas internamente no Brasil em 2021

Principais destinos no Brasil em 2021

São Paulo: destino de 20,6% das viagens feitas em 2021
Minhas Gerais: 11,4%
Bahia: 9,5%
Rio de Janeiro: 6,6%
Rio Grande do Sul: 6,5%
Paraná: 5,6%
Santa Catarina: 5,2%
Ceará: 4,2%
Pará: 3,9%
Goiás: 3,7%
Demais estados juntos: 22,8%

Viagem para trabalho e lazer

Em 2019, segundo o IBGE, 21,8% dos domicílios brasileiros registraram ao menos um morador viajando no ano. Em 2020, taxa caiu para 13,9% e manteve redução em 2021, chegando a 12,7%

Para além da crise sanitária, a falta de recursos financeiros para viajar foi o principal impeditivo para 30,5% dos brasileiros.

Durante o período citado, 3% dos brasileiros alegam não ter viajado por problemas de saúde, enquanto 8,9% destacaram que no cenário atual, viajar não é uma prioridade e outros 7,6% disseram não ter interesse para tal.

Aqueles que alegaram não ter tempo para viajar equivalem a 8,3% dos casos. A ausência de necessidade e outros motivos somam, respectivamente 20,8% e 20,9%.

Nesse contexto, 99,3% das viagens registradas em 2021 foram viagens nacionais. Em 2020 esse percentual era de 98%.

Para além disso, 85,4% dos viajantes em 2021 viajaram por motivos pessoais e 14,6% realizaram viagens a trabalho.

O IBGE reitera, porém, que as viagens por motivos pessoais não necessariamente estão relacionadas ao lazer. "Os principais motivos se dividiram entre lazer, compras pessoais, religião, tratamento de saúde ou consulta médica, visita a parentes e amigos, eventos familiares e outros (inclui cruzeiros, cursos, estudos, bem-estar e congressos)", destaca o instituto. 

Locais de hospedagem

Casa de amigo ou parente: 42,9% dos casos
Outros: 28,2%
Hotel, resort ou flat: 14,7%
Pousada: 6,4%
Imóvel por temporada ou Airbnb: 4,4%
Imóvel próprio: 3,4%

Características das viagens durante a pandemia

Os dados recolhidos e consolidados pela Pnad Contínua do Turismo expressam uma predominância de uma viagem ao ano por domicílio no Brasil.
Domicílios com mais de três viagens no ano não computam mais de 3% dos casos desde 2019.

"Tanto nos 9,9 milhões de domicílios onde ocorreram viagens em 2020, quanto nos 9,1 milhões de domicílios em 2021, 95,8% registraram até 3 viagens, prevalecendo a ocorrência de uma viagemem 74,2% dos domicílios em 2020 e 74,9% em 2021", detalha o IBGE.

Com relação a duração da viagem, a maior parte dos casos foram deslocamentos com até 3 pernoites, representando 53,7% dos casos de viagens por motivos pessoais e 48,4% dos deslocamentos a trabalho. Confira abaixo o tempo médio gasto pelos viajantes em 2021.


Duração das viagens a trabalho no Brasil em 2021:

1 pernoite: 18,5%
2 ou 3 pernoites: 29,9%
4 ou 5 pernoites: 13,9%
6 ou 7 pernoites: 10,9%
8 a 10 pernoites: 5%
11 a 15 pernoites: 7,3%
16 ou mais pernoites: 14,6%


Duração das viagens por motivos pessoais no Brasil em 2021: 

1 pernoite: 14%
2 ou 3 pernoites: 39,7%
4 ou 5 pernoites: 15,9%
6 ou 7 pernoites: 11,5%
8 a 10 pernoites: 6,3%
11 a 15 pernoites: 6%
16 ou mais pernoites: 6,7%

Das 11,5 milhões de viagens registradas por motivos pessoais em 2021 no Brasil, apenas 35,7% de fato se destinavam ao lazer. Outros 32,5% estavam relacionadas a necessidade de visitar parentes ou amigos.

Na sequência, 19,6% dos brasileiros que viajaram por motivos pessoais em 2021 realizaram a viagem em decorrência de um tratamento de saúde.

Compras pessoais e eventos familiares registraram 2,8% e 2,9% dos motivos das viagens pessoais em 2021 no Brasil respectivamente.  

Os deslocamentos a lazer se concentram nos domicílios cuja renda per capita é maior do que um salário mínimo. Famílias mais pobres tendem a viajar por outras necessidades, em especial para tratamentos médicos. 

"Em todas as classes de rendimento o turismo de lazer que busca sol e praia foi predominante, frente às demais modalidades", acrescenta o IBGE. 
Principais meios de transporte utilizados nas viagens no Brasil em 2021

Carro (particular ou da empresa): 57,2% das viagens
Avião: 10,2% das viagens
Ônibus de linha: 12,5%
Outros: 10%
Ônibus de excursão, fretado ou turismo: 4,5%
Van ou perueiro: 3,3%
Motocicleta: 2,2%

Gastos médios durante as viagens em 2021 no Brasil

Em 2021, de acordo com cálculos do IBGE, o gasto com turismo no País gerou uma receita de R$ 9,8 bilhões, abaixo dos R$ 11 bilhões registrados em 2020.

Na divisão regional, o Sudeste brasileiro concentrou 37,3% da receita do setor, sendo seguido pelo Nordeste com 30,5%, pelo Sul (20,5%), Centro-Oeste (7%) e Norte (4,8%).

O Ceará concentrou gastos equivalentes a 4,6% do total registrado no País. Percentual representa R$ 450.800.000 em receita relacionado à atividades turísticas no Estado. 

São Paulo teve a maior movimentação financeira do setor em 2021, representando 18,2% do total, com montante equivalente a R$ 1,8 bilhão, sendo seguido pela Bahia (11,2%) com saldo de R$ 1,1 bilhão. 

"Dentre os componentes dos gastos realizados em uma viagem, em 2021 a hospedagem foi responsável pela maior parte deles (em média R$ 1 292), seguida pelo gasto médio com alimentação (R$ 501) e depois por transporte (R$ 442), excluída a categoria de outros gastos", detalha o IBGE. 

No Ceará, o gasto médio por turista por dia de viagem no Estado foi de R$ 216, acima da média nacional de R$ 204.

O local com maior despesas para os turistas em 2021 no Brasil foi o Distrito Federal com gasto médio diário de R$ 292 por pessoa. Na sequência estão Rio de Janeiro (R$ 288), Santa Catarina (R$ 257) e Alagoas (R$ 248).

Os menores valores foram registrados no Pará, com gasto médio de R$ 121 por pessoa ao dia, pelo Acre (R$ 119) e Roraima (R$ 57).
Resumo do turismo no Ceará

O Ceará ficou entre as 10 Unidades da Federação onde houve mais gastos totais em viagens nacionais com pernoite.

O estado foi o 8º mais procurado em viagens nacionais.

Gasto per capita diário médio dos moradores cearenses em viagens nacionais com pernoite, em 2021, foi de R$ 216.

Em 2021, Nordeste foi a 2ª Região mais visitada. (O Povo - é parceiro de oxereta.com)